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domingo, 14 de dezembro de 2008

nx zero






G1 - Recentemente vocês posaram pelados para a capa de uma revista e ganharam nas categorias melhor banda e melhor vocalista no prêmio Multishow. Vocês se preocupam com a superexposição?
Dani Weksler - Acho que exposição em excesso atrapalha bandas que não têm estrutura. Nós temos amigos que trabalham com a gente diariamente, estão sempre do nosso lado e conversam com a gente sobre tudo. Estamos num caminho bom, temos estrutura pra agüentar isso. Nosso road manager é como o nosso pai, puxa a orelha quando precisa. É importante ter alguém que veja o mundo de fora. Sempre tem um ou outro que entende as coisas erradas. É natural do ser humano ter um ego indomável, e isso é um trabalho constante. É preciso diferenciar os mundos pra que tudo fique mais humano.

G1 - Algum palpite sobre quem vai ocupar esse posto no futuro?
Dani Weksler - Infelizmente nesses últimos anos as bandas que realmente ficaram demoraram muito para se estabelecer. A última que realmente ficou foi a Pitty, antes o CPM22, e antes o Charlie Brown Jr. Nos anos 80 tinha muito mais banda que aparecia e ficava. Espero que não demore tanto pra aparecer novos talentos. Tomara que venham bandas de outros estilos. O que for música boa, a gente respeita.
G1 - O rótulo de emo ainda persegue vocês?
Dani Weksler - Acho que a gente já passou por isso. A galera viu que a gente está muito mais ligado à música do que a um rótulo. Se a banda for boa e a música for boa, tem que passar por cima de tudo. Isso foi um detalhe que não tem mais importância.
G1 - A chamada pressão do segundo disco existe mesmo ou é um mito?
Dani Weksler - Com certeza existe. A banda teve todos os anos do mundo para compor tudo o que está no primeiro disco. Foram cinco anos até o álbum de estréia, eram músicas que tocamos muitas vezes na estrada, que já estavam redondíssimas, lapidadas. Desta vez a gente não teve muito tempo para entrar em estúdio, compor e pensar em todos os detalhes. Tivemos de confiar no nosso taco. Foi muita coisa na intuição. Agora deu uma aliviada porque a gente viu que o álbum está sendo bem-recebido pelos fãs. Além disso, o resultado final foi melhor do que o esperado, a produção acrescentou coisas que deixaram o disco muito melhor do que imaginávamos.
G1 - O que o Rick Bonadio acrescentou especificamente?
Dani Weksler - “Cedo ou tarde”, por exemplo, foi a primeira música que gravamos, e ela tinha problemas de arranjo que não tivemos tempo de resolver. E como o Rick tem muita experiência, ele deu algumas idéias ótimas. O arranjo da bateria mudou 100% em duas horas. Ele teve a idéia de mandar algumas faixas para o Eric Silver, que já tocou com o Dire Straits, colocar cordas. O Eric também tocou piano em algumas músicas e a gente ficou muito feliz. Já vi muitas bandas que perdem o impacto quando chegam no segundo disco. Mas a gente ainda tem muito assunto pra tocar, e espero que isso dure muitos CDs.

G1 - O que o NX Zero conserva de suas raízes neste disco e o que é elemento novo?
Dani Weksler - Mesmo que a gente faça um disco de reggae, vai ter a cara do NX Zero. Porque são as mesmas cinco cabeças, a raiz é a mesma. Neste CD tem as músicas mais pesadas que já fizemos na vida e ao mesmo tempo as mais lentas da nossa história. Conseguimos chegar em todos os extremos que a gente gosta, é um disco muito abrangente. Se os mesmos cinco integrantes continuarem, sempre vai ser o mesmo feeling.
G1 - Algumas faixas têm uma pegada mais rap, como “Bem ou mal” e “Além das palavras”, com Túlio Dek. Vocês estão abrindo mais o leque?
Dani Weksler - Isso é resultado da última turnê. Tocamos com muita gente diferente, subimos no palco com a maior galera, tipo D2, Planta e Raiz, Armandinho. Não tem porque ficar fechado numa coisa só. Eu não escuto, mas o Di gosta de Racionais MCs, por causa do jeito como as palavras se encaixam e como a mensagem vai direto ao ponto. Ele [Mano Brown] joga na cara uma realidade que machuca muita gente.
G1 - Vocês ficaram conhecidos como uma banda da internet. Qual o papel da rede na carreira de vocês hoje?
Dani Weksler - É um pouco difícil para as bandas novas vender demos por causa da internet. É difícil lutrar contra isso, até pra gente. O negócio é divulgar seu som pra chegar no máximo de gente possível e em cima disso conseguir fazer os shows. A gente sempre usou a web pro nosso bem. No começo, não tem uma grande mídia pra divulgar os shows, então sempre usamos como um canal com os fãs. Hoje colocamos vídeos novos, escrevemos mensagens pessoais, postamos fotos das viagens. Isso mantém a gente próximo da galera, principalmente por causa da idade do público.
G1 - Vocês lançariam um disco de graça na web?
Dani Weksler - A gente nunca pensou nisso, está um pouco longe da nossa realidade. Pro Radiohead não faz diferença se vai dar certo ou não. E a gente ainda precisa disso pra alimentar nosso marketing geral, como clipe, merchandising, então ainda precisamos batalhar pela venda de música de alguma forma.
G1 - Como vocês fazem para manter os relacionamentos em um nível mais saudável, sem estresse entre os integrantes?
Dani Weksler - Chegamos naquele nível em que já sabemos quase todos os defeitos e qualidades de todo mundo. Ou você vira uma família, de confiança mesmo, ou não dá pra ficar junto. Na hora em que a gente sobe no palco os cinco têm de estar bem, se olhando no olho, senão não funciona. A gente conversa sobre tudo, tem que ser muito sincero, senão você acumula muitas coisas. E a estrada é difícil, passamos muito tempo juntos. é normal se irritar com algumas coisas. Tem que discutir o relacionamento mesmo.

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